“Quase morri na hora que soube, meu mundo desabou. Meu primeiro principezinho assim, achei que não era capaz de superar todas essas dificuldades”. Alessandra é mãe de Alexandre Samuel, que hoje tem 4 anos. Samuel nasceu com 38 semanas na maternidade ISEA em Campina Grande – PB, no dia 19/12/2015, às 12:10h, pesando 1.980 g, com 43 cm e com perímetro cefálico de 27 cm, caracterizando o diagnóstico de microcefalia.

Samuel, é o quinto filho de uma gravidez planejada por seus pais, que sonhavam em ter um filho homem, e é carinhosamente conhecido como Nino. Aos dois meses de gestação sua mãe Alessandra teve os sintomas do Zika Vírus, e as propagandas informavam que nem todos os bebês de mães que tiveram a doença nasciam com microcefalia, mas a mãe relata que ficou preocupada em relação aos sintomas do Zika, pois achou que seu sonho poderia ter acabado e que poderia não ter seu filho nos seus braços, “Quase morri na hora que soube, meu mundo desabou. Meu primeiro principezinho assim, achei que não era capaz de superar todas essas dificuldades”, descreveu Alessandra.

Portador da Síndrome Congênita do Zika Vírus, Samuel faz uso de 2 tipos de medicações, uma para convulsão a fim de manter as crises controladas e um relaxante muscular. Desde a gestação ele  é acompanhado pelo IPESQ, e recebe semanalmente os tratamentos de: fisioterapia pelo método Bobath (05 vezes por semana, segunda-feira a sexta-feira), terapia ocupacional e terapia com fonoaudiólogo, e fisioterapia respiratória, além de ser acompanhado por outras especialidades, como nutricionista, otorrinolaringologista e neuropediatra.

Samuel já foi internado uma vez por pneumonia. No ano de 2019, ele adoeceu 4 vezes. Com Samuel, todo dia é dia de uma nova luta. As barreiras erguidas pela microcefalia dificultam as atividades mais corriqueiras da rotina. Andar e falar ainda não são tarefas possíveis. Já a deglutição precisa de atenção especial. Samuel não pode ingerir a textura líquida de bebidas e alimentos, sendo necessário o uso de espessante para não se engasgar. Mesmo com todas as dificuldades, Alessandra agradece à Deus por tê-lo e por ter o dom de cuidar dele, mesmo com todas as dificuldades é capaz de compreender o que Samuel deseja apenas por expressões e pelo amor de mãe.

“A gravidez de Samuel foi muito planejada, fiz todos os exames antes de engravidar, até que fui liberada pela minha médica. Engravidei e fiquei muito feliz. Com dois meses de gestação tive os sintomas da Zika, foram dias muito dolorosos, febre, dor de cabeça, e nas articulações. Às vezes, chegava a pensar que iria morrer, fui ao médico e me disseram que era uma virose, que eu não me preocupasse. Com 5 meses fiz uma ultrassom morfológica, foi quando vi uma alteração, mas não me explicaram na hora, o que seria, só falaram que eu não me preocupasse, que era pra ficar em investigação para saber o que era, mas naquele momento não me preocupei, pois era o dia mais feliz da minha vida, onde Deus havia realizado o meu grande sonho. Samuel viria ao mundo para alegrar aos meus dias. Com o passar do tempo, acho que por volta de 7 meses veio a grande tristeza, descobri que meu pequeno teria microcefalia, meu mundo desabou, minha vida parou naquele instante, achei que não conseguiria ver meu amor em meus braço, me desesperei, cheguei até pensar em abortar, pois eu sentia que não saberia cuidar dele, mas Deus é tão maravilhoso que me deu o dom de amar, cuidar e proteger ele sempre. Estou aqui para o que ele precisar, pois sei que nessa luta não estou sozinha, tenho Deus e vocês IPESQ para me auxiliar no que precisar. Vou seguindo a vida entre altos e baixos, mas nunca me deixo abalar”, diz Alessandra de Sousa Amorim, mãe de Alexandre Samuel.

É com a ajuda de cada um que se doa que continuamos expandindo o nosso trabalho e chegando a lugares aonde não tínhamos chegado ainda. A demanda é grande, mas com solidariedade, doação e amor é possível continuar fazendo o bem e garantindo o direito de uma vida melhor a muitas crianças. Seguimos em frente com a certeza de que a cada dia a nossa missão só aumenta e que com isso precisamos fortalecer nossa corrente de amor e solidariedade.

Através do Amor sem Dimensões, vidas são transformadas, crianças vivem mais e com menos limitações. Porém, tudo isso só é possível através dos recursos necessários. São fornecidos além do tratamento, a assistência necessária para a permanência das crianças em Campina Grande, com alimentação adequada e uso de fraldas, por exemplo. Além disso, o Amor sem Dimensões acolhe as mães, avós e/ou pessoas responsáveis por cada criança, em nossa Casa de Apoio.

Atualmente o IPESQ atende cerca de 135 crianças. As crianças recebem assistência e tratamento até 5 vezes por semana, porém, como ainda não há estrutura, profissionais e recursos suficientes para manter todas as crianças durante toda a semana no Instituto, realiza-se um rodízio de acordo com a evolução de cada uma delas.

Tudo isso é feito através de recursos captados por doações de padrinhos e apoiadores. Porém, os gastos são altos e dificilmente o balanço mensal fecha no azul. Assim, com o objetivo de arrecadar novos recursos, criamos uma vaquinha online, na qual qualquer pessoa pode ajudar a nossa causa doando qualquer valor. Para ajudar, basta clicar neste link e doar: http://vaka.me/787399

CONHEÇA O SAMUEL!