O diagnóstico preliminar da microcefalia é feito a partir da observação de uma série de fatores e características do recém nascido. O método mais confiável para avaliar a possibilidade do bebê ter microcefalia é a medição da circunferência da cabeça no momento do nascimento, e 24h após o parto. Considera-se que uma criança tem microcefalia quando nasce com perímetro do crânio abaixo do esperado (dois desvios padrões) para a idade gestacional e o sexo, ou seja, para cada idade e sexo existe um valor esperado de normalidade.

É preciso observar também o contexto do nascimento da criança, se ela é prematura, qual a relação entre a curva do perímetro encefálico, a curva do peso e a curva da estatura da criança; e também qual a proporção entre o rosto do bebê e o crânio.

Também é necessário que se faça um exame neurológico para detectar possíveis alterações no desenvolvimento da criança. Outro ponto importante que contribui para o diagnóstico é perceber se a criança é tão “durinha” quanto deveria ser ou mais “molinha” do que deveria ser.

Todo esse contexto precisa ser observado, sem esquecer das particularidades de cada caso, para que o diagnóstico seja feito de maneira correta. Caso confirmada a microcefalia, uma equipe multidisciplinar de saúde deve iniciar um processo de acompanhamento e monitoramento da criança.

O IPESQ –  Instituto Professor Joaquim Amorim Neto de Desenvolvimento, Fomento e Assistência a Pesquisa Científica e Extensão, é referência nacional no tratamento e pesquisa dos casos de crianças com microcefalia em decorrência da contaminação pelo vírus da zika ainda no período de gestação.