Quando o resultado do teste de gravidez é positivo, a futura mamãe imagina tudo, menos que o seu filho nascerá com alguma alteração neurológica, como a Síndrome Congênita do Zika Vírus. Nelsa Andreza tinha 26 anos quando recebeu a notícia de que estava grávida. A primeira reação não poderia ser outra: alegria. Afinal, a gravidez planejada junto ao companheiro havia chegado, a família cresceria e uma nova fase cheia de amor começaria.

Tudo correu bem no início. Até que, próximo aos dois meses de gestação, Nelsa Andreza contraiu Zika. O ano era 2015 e o Brasil enfrentava o maior surto de vírus Zika da história. As notícias davam conta de que a infecção pelo vírus em mulheres grávidas poderia causar danos neurológicos ao feto em desenvolvimento, o que foi confirmado através de pesquisas desenvolvidas pela Dra. Adriana Melo, especialista na área da saúde materno-infantil e pioneira ao estabelecer e mostrar evidências da relação do Zika Vírus e a microcefalia.

Apesar da possibilidade do seu bebê nascer com alguma alteração congênita em decorrência da infecção pelo Zika Vírus, Nelsa se mantinha confiante de que isso não aconteceria. Afinal, segundo ela, as informações divulgadas nos noticiários davam conta de que nem todos os bebês poderiam ser afetados pelo Zika contraído pela mãe. “Então eu achei que seria umas dessas mães, mas como eu falo: não é como a gente quer e sim como Deus quer. Minha vontade não era a Deus.”

Durante os acompanhamentos de ultrassonografia, Nelsa sentiu o mundo desabar quando o diagnóstico da Síndrome Congênita do Zika Vírus foi realizado pela Dra. Adriana Melo, “meu Antony nasceria com microcefalia”. Antony começou a ser acompanhado pelo IPESQ em novembro de 2015, ainda no ventre da mãe. Ele nasceu em 15 de abril de 2016, às 21:10, pesando 3520g, com perimetro craniano de 29,5 e 48,0 centímetros de comprimento.

Atualmente o IPESQ atende cerca de 135 crianças. As crianças recebem assistência e tratamento até 5 vezes por semana, porém, como ainda não há estrutura, profissionais e recursos suficientes para manter todas as crianças durante toda a semana no Instituto, realiza-se um rodízio de acordo com a evolução de cada uma delas.

O intervalo serve para testar e constatar ou não a continuidade do progresso das crianças mesmo fora das dependências do IPESQ, uma vez que a criança “aprende” no Instituto e pode continuar a se desenvolver em casa. Quando as crianças não respondem bem longe do Instituto temos o indicativo de que precisamos aumentar a intensidade do tratamento.

Tudo isso é feito através de recursos captados por doações de padrinhos e apoiadores. Porém, os gastos são altos e dificilmente o balanço mensal fecha no azul. Assim, com o objetivo de arrecadar novos recursos, criamos uma vaquinha online, na qual qualquer pessoa pode ajudar a nossa causa doando qualquer valor. Para ajudar, basta clicar neste link e doar: http://vaka.me/787399

CONHEÇA O ANTONY